Cabo Pulmo, O Povo Que Ganhou O Golias Do Dinheiro Português, Norte-Americano E Chinês

No ano de 2008, os vizinhos de Cabo Pulmo, uma pequena cidade às margens do mar de Cortez em Baixa Califórnia, começaram a perceber a presença de pessoas estranhas no entorno de seu público. No caminho surgiram, de repente, cabines de segurança. O dado lhes caiu insuficiente a insuficiente, como gotas de água gelada.

Chegou a Cabo Pulmo ao pôr do sol. Entrou na estrada principal muito devagar, tentando conservar a calma tão forte que transmite o público. Eu instalo o alojamento mais modesto do que encontro, uma casa com bangalós que, como a maioria de negócios aqui, é atendido na sua proprietária.

“você Tem água quente e ventilador. Não carregue o laptop à noite, que talvez você fique sem energia elétrica. As ruas de Cabo Pulmo são de terra. Surpreso ao olhar a quantidade de cartazes informativos sobre reciclagem e cubos de diferentes cores que há nelas. Infelizmente, não é qualquer coisa comum no resto do mundo. Até por aqui não foi sempre dessa forma, por trás de todos esses cubos, se esconde uma enorme história. Não carregue o notebook à noite, que talvez você fique sem energia elétrica.

Ricardo Castro é o proprietário de um dos abundantes centros de mergulho que operam em Cabo Pulmo. Espero sentado numa mesa no tempo em que atende compradores e funcionários. O negócio parece que funciona. Tem um armazém abundante em objetos de mergulho, incalculáveis monitores e 3 barcos esperando pela porta pra ser fletadas. “Nos anos 80”, me conta Ricardo, “a instituição de ensino Autônoma da Baixa Califórnia Sul começou um longo procedimento pra conquistar que as águas de Cabo Pulmo e o recife de coral, tornaram-na área protegida.

Cabo Pulmo a todo o momento havia sido um público de pescadores, todos descendentes da mesma família: os Castro. Viviam da pesca, todavia, com os anos, cada vez era mais difícil. João Castro, com quem falo imediatamente, franze o cenho durante o tempo que lembra daquela época.

Ele era um dos pescadores, dos primeiros a se convencer de que a pesca tinha as horas contadas. Entre eles e os grandes barcos que vinham de Sinaloa, estavam acabando com o recife e a vida submarina. Todavia eram pescadores e não sabiam fazer outra coisa. Como é que iam viver se não fosse a pesca? O colégio, em dez anos de serviço paciente e persistente, conseguiu convencê-los pra que arriesgasen em prol de um futuro dedicado ao ecoturismo. Obviamente melhor, do ponto de vista dos universitários, porém incerto para a realidade dos que tinham uma família pra alimentar. Finalmente, em 6 de junho de 1997, Cabo Pulmo foi decretado área protegida.

Os pulmeños tornaram seus barcos em embarcações destinadas à pesca esportiva e ao mergulho e começaram uma nova época, dedicados ao ecoturismo e conscientizando as seguintes gerações da importancia de cuidar de seu recife. Judith Castro, diretora do Centro de Aprendizagem de Cabo Pulmo, me conta o duro que foram os primeiros anos para todo o público, e como, pouco a insuficiente, foram investigando resultados e convencendo-se de que haviam sucedido. A proteção do recinto fazia com que cada vez tivesse mais vida submarina e, por conseguinte, que chegassem mais turistas pra desfrutar do recife.

As outras gerações deram um novo impulso para os negócios. Formaram-Se, compraram materiais de mergulho, mais embarcações, contrataram instrutores e guias e, em definitiva, eles optaram ceder o serviço completo, sem necessidade de subcontratação de serviços ou serem contratados por outros.

  • Lucas Moura
  • Paul Karasik
  • Diretor da Comunidade Protetora da Infância
  • Arcano XIV – A TEMPERANÇA
  • Não tinha audiência
  • Direito internacional público (4.0)

“nós Tínhamos lutado tal através do nosso recife que, aquilo, como dizemos no México, foi nos botar fogo nos pés”, diz Judith, ainda transtornada ao lembrar o que veio depois. Um dia apareceu uma casota de segurança em um dos dois únicos caminhos que levam a Cabo Pulmo. Depois outra e depois outra. Com elas, veio a aflição de um povo que começava a pairar pela cabeça depois de um comprido túnel. As investigações levaram a notícia, que foram performance de recolher: um grupo imobiliário pretendia montar um complexo hoteleiro e residencial nas bordas da área protegida.

Um projeto em amplo escala, com 28 1 mil quartos, dois campos de golfe, uma marina pra quinhentas embarcações e incontáveis centros comerciais. 2000 e quinhentos hectares, no total, um novo Cancún com cheiro a pocero. A corporação que promovia era a Caixa de Economias do Mediterrâneo.